St. Louis Children’s Hospital

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Avaliação Pré-Operatória

Avaliação Inicial
Avaliação Subsequente

Avaliação Inicial
A avaliação inicial consiste em marcar uma consulta de uma hora, durante a qual o Dr. Park examina o paciente e revê a história médica com o mesmo ou a sua família. Os pacientes que são candidatos para a cirurgia serão vistos pelo fisioterapeuta, que avaliará a amplitude da moção e a necessidade ou não da cadeira de rodas e aparelhos ortostáticos, e discutirá o protocolo da fisioterapia pré- e pós-operatória. Tira-se os raios X da pelvis e da coluna vertebral, sendo os da pélvis, tirados também numa das consultas de acompanhamento. Traga todos os aparelhos de assistência na consulta (aparelhos ortopédicos, andador, muletas, etc.) Ocasionalmente, o exame da MRI da cabeça é combinado com o médico da família, antes ou depois da avaliação inicial, para, assim, nos ajudar a determinar se o paciente é um candidato certo para a cirurgia.

Avaliação Subsequente

Ressonância Nuclear Magnética (MRI)
Um exame minucioso que a MRI oferece pode mostrar danos na área do cérebro que controla o sistema motor e causa a paralisia cerebral (CP). Esta informação ajuda a preestabelecer como o paciente andará depois da rizotomia dorsal seletiva (SDR). Ocasionalmente, uma MRI é feita depois da avaliação inicial para determinar a seleção do candidato.

Análise do Modo de Andar/ Espasticidade/Força
A análise do modo de andar é, por vezes, realizada antes da cirurgia. Pequenas bolas parecidas com as de ping-pong e eletrodos sensoriais são aplicados nas pernas e no tronco do paciente. As bolas ajudam a medir os movimentos articulares (isto é, do tornozelo, do joelho, do quadril e da pelvis) do paciente andando, baseando-se no videoteipe. A eletromiografia (EMG) permite recordar, via eletrodos sensoriais, a atividade elétrica dos músculos da perna e do tronco. Testes adicionais podem incluir uma avaliação da espasticidade e da força, com um dinamômetro KinCom. Estas análises ajudam a equipe de tratamento a entender melhor sobre as dificuldades físicas e habilidades funcionais do paciente.

Fisioterapia/Videoteipe
A amplitude do movimento, o tônus muscular, o modo de andar e as habilidades funcionais são gravadas no vídeo, no dia anterior à cirurgia, durante uma sessão de uma hora e meia. Isto permite uma análise objetiva do estado pré-operatório do paciente, que pode ser comparado com o progresso pós-operatório, também gravado em vídeo, tanto nas visitas de acompanhamento de 6 meses como nas anuais. Os pacientes devem trazer todos os aparelhos de assistência (aparelhos ortopédicos, talas, andadores, muletas ou bengalas) e são solicitados a usar um calção de banho, ou short, durante a gravação no videoteipe.

Avaliação Pré-operatória da Fisioterapia
A avaliação para a fisioterapia focaliza, especificamente, as seguintes áreas:

Desenvolvimento da história: Quando o paciente começou a engatinhar? A sentar? A assumir a posição de sentar? A se levantar? A ficar de pé sem apoio? A andar? A falar? O uso de mão? As outras áreas de desenvolvimento estão atrasadas? Cognição? Visão ou audição?

Espasticidade: A espasticidade é o problema principal que interfere nas habilidades motoras? Ela está afetando os braços e as pernas? Somente as pernas? A espasticidade é mais importante de um lado do que do outro? Mais nas pernas do que nas mãos? Mais no quadril, joelhos ou tornozelos? A espasticidade interfere no assumir a posição de ficar em pé ou de andar? Há algum movimento independente da articulação? Pode o clônus ser criado nos tornozelos?

Força: A força é uma das áreas mais difíceis para se avaliar, na presença da espasticidade. O terapeuta deve determinar se o paciente tem força suficiente para assumir independentemente uma variedade de posições, incluindo as mãos e os joelhos, ficar quase de joelhos, sentar, sentar de lado, ficar de pé e agachar-se. O paciente pode manter estas posturas se forem colocadas naquelas posições? Repetir um específico movimento pelo menos 5 vezes? O paciente consegue se mover dentro da amplitude possível de uma moção? O paciente tem força e tolerância para completar a execução de uma função? Há atrofia muscular evidente?

Controle Motor: O paciente pode se mover rapidamente quando solicitado? Mudar a velocidade? Fazer movimentos recíprocos para engatinhar? Para andar? O paciente tem dificuldade em começar um movimento? De parar? Mudar a direção de um movimento? O paciente consegue controlar o tempo e dirigir o movimento para a execução de uma função? Determinar a força apropriada necessária? Os movimentos são suaves e coordenados?

Desenvolvimento Funcional: O paciente consegue sentar-se num pequeno banco sozinho, sem ajuda? Sentar no chão com as pernas e as costas esticadas? O paciente se senta num banco? No chão? Levanta-se para ficar de pé junto ao banco ou à mesa? Fica de pé, apoiando-se num suporte? Anda com ajuda? Anda com as mãos segurando em algo ou com um andador? Anda sozinho?

Amplitude de movimento: O paciente tem movimento passivo dentro de numa amplitude normal? O paciente consegue se mover ativamente dentro da amplitude disponível? Há alguma limitação na amplitude, nos quadris, joelhos ou tornozelos? Há alguma contratura fixa ou deformidades?

Equilíbrio: O paciente pode se equilibrar sentando-se num banco? Sentando-se no chão? O paciente precisa da ajuda das mãos para manter-se na posição sentada? O paciente pode ficar em pé sem se apoiar com as mãos? Que tipo de suporte ele precisa para ficar em pé? O andador, as muletas ou as bengalas são seguradas com as mãos?

Modo de andar: Com que se parece a perna se balançando? Como fica a perna ao ficar de pé? Os passos largos são regulares? Os passos são curtos? O paciente apoia primeiro o calcanhar no chão ao andar? Os quadris e os joelhos estão dobrados durante o andar ou ao ficar em pé? O paciente precisa de um andador ou de muletas? Caminha somente dentro de casa? O paciente consegue subir escadas? Equilibra-se bem? O paciente consegue parar? Dar uma volta? Agachar-se e voltar a ficar de pé? O paciente consegue carregar objetos nas mãos?

St. Louis Children's Hospital is affiliated with Washington University School of Medicine.

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