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O dano do plexo braquial ao nascimento sempre ocorreu, provavelmente, mas o primeiro relato registrado foi a publicação de William Smellie em 1768, sobre ofício de parteira.
No final do século 19, o neurologista francês, Guillaume Duchenne, descreveu como sendo a causa da lesão, a tração do braço e do ombro durante o parto. Nesta mesma época, o neurologista alemão, Wilhelm Erb, identificou os nervos lesados e os músculos afetados (enfraquecimento dos músculos deltóide , bíceps , coracobraquiais e braquioradiais , causado pela ruptura da raiz dos nervos C5 e C6 – veja a seção “Anatomia”). A enfermidade, conhecida como paralisia de Erb, consiste do braço em extensão, rodado internamente, o pulso em flexão e dedos em extensão (postura conhecida como “waiter’s tip hand”, ou mão de garçom pegando gorgeta de forma discreta). A enfermidade mais rara é a paralisia de Klumpke, onde outros nervos do plexo são afetados (raizes dos nervos C8-T1), comprometendo os músculos da mão e também a pupila do olho do mesmo lado.
A primeira reportagem sobre a cirurgia do plexo braquial ao nascimento foi feita no início dos anos de 1900. Entretanto, na primeira parte do século, na maioria das vezes, o tratamento cirúrgico não foi bem sucedido (veja a publicação de 1.100 casos de Sever, em 1925), com elevado índice de problemas associados ou até mesmo morte, sendo, então, praticamente abandonado. Com o desenvolvimento da técnica de microcirurgia de implante de nervo nos anos de 1970, voltou-se a fazer tratamento cirúrugico, em adultos, de lesão traumática do plexo braquial. Tem-se visto, na última década, o desenvolvimento de tratamento cirúrgico eficaz em lactentes. |