St. Louis Children’s Hospital

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Seleção de Pacientes

Critérios Essenciais
Fatores Levados em Consideração
Contra-indicações para a Rizotomia Dorsal
Características Clínicas dos Nossos Pacientes
Apresentação de Vídeos
Revisão de Vídeos para Avaliar a Indicação

Indicação da Rizotomia Dorsal
Nem todos os pacientes com paralisia cerebral espástica (CP) se beneficiam da rizotomia dorsalseletiva (SDR). No nosso Centro, os pacientes são selecionados para a cirurgia baseando-se nos critérios e considerações abaixo mencionados.

Critérios Essenciais
Para crianças menores de 18 anos de idade

  • Ter pelo menos 2 anos de idade
  • Diagnóstico de diplegia ou quadriplegia espásticas
  • História de parto prematuro; se nascida de termo, a criança deve ter sinais típicos de diplegia espástica
  • Não ter danos importantes nos gânglios basais ou no exame da MRI
  • Os pacientes têm possibilidades de melhorar as habilidades funcionais depois da rizotomia dorsal

Adultos entre 19 e 40 anos de idade

  • Diagnóstico de diplegia espástica
  • História de parto prematuro
  • Atualmente, deambula independentemente sem o uso de aparelhos
  • Deformidades ortopédicas tratadas relativamente leves
  • Pacientes mostram possibilidades para melhora funcional depois da rizotomia dorsal
  • Pacientes mostram motivação para atender à fisioterapia intensiva e realizar os programas de exercícios em casa

Recentemente, nós estamos indicando a rizotomia dorsal para pacientes adultos baseado nas nossas experiências acumuladas com pacientes pediátricos. Temos observado melhoras funcionais satisfatórias nos adultos, até o presente, tanto quanto as observadas em crianças.

A nossa opinião atual é que a maioria dos pacientes, com diplegia ou quadriplegia espástica, deve ter, primeiro, a espasticidade reduzida pela SDR antes de ser submetido ao procedimento de liberação de músculo ou de tendão.

Fatores Levados em Consideração
Uma boa força muscular nas pernas e no tronco. Isto é demonstrado pela habilidade em:

  • Suportar todo o peso do corpo nos pés
  • Manter uma postura contra a força da grwmvdade

Evidência de um controle motor adequado ou a habilidade em

História de desenvolvimento motor atrasado. A criança mostra progresso no desenvolvimento motor, mas a espasticidade dificulta o desenvolvimento das habilidades e/ou causa desvio no modo de andar. O adulto é capaz de deambular independentemente, mas a espasticidade limita a energia, a flexibilidade e a velocidade de andar e, às vezes, causa dor ou espasmo muscular.

Motivação e cooperação na terapia

Assumir o compromisso de se submeter à reabilitação e acompanhamento:

  • Recebe, atualmente, fisioterapia (em crianças)
  • Pode receber fisioterapia 4 a 5 vezes por semana, por 3 até 6 meses depois da operação e com menor frequência por mais um ano ou mais
  • Capacidade de se submeter a ser acompanhado pela equipe de tratameno do St. Louis Children’s Hospital, em intervalos regulares, durante pelo menos 3 anos depois da cirurgia

Se houver dúvidas de que o paciente tem força adequada para mudar a função motora, uma tentativa de fisioterapia, por um período de 3 meses, focalizando-se em aumentar a força, pode ser recomendada. O progresso durante esse período de tentativa vai oferecer informações sobre a possibilidade do paciente melhorar a função motora depois que a espasticidade for reduzida.

A história da cirurgia ortopédica com a recorrência subsequente da espasticidade. A cirurgia ortopédica prévia não impede a indicação da SDR. Entretanto, se esperar pelo menos um ano depois do procedimento ortopédico, isto permitirá a recuperação da força muscular.

Condições que Contraindicam a SDR
Individuos con CP que poseen ciertas condiciones no serían candidatos para una cirujía SDR. Ellas incluyen:

  • Pacientes que sofreram meningite, infecção congênita do cérebro, hidrocefalia congênita não relacionada com parto prematuro, traumatismo de crâneo ou doença familiar
  • Pacientes que têm CP mista, com uma rigidez ou distonia predominante, uma atetose significativa ou uma ataxia
  • Pacientes que têm escoliose importante
  • pacientes que não terão melhora funcional depois da cirurgia

Características Clínicas dos Nossos Pacientes que se Submeteram à SDR de 1987 até dezembre 2007.

Distribuição por idade
(SLCH 1987-2009)

Idade (anos) Número de Pacientes %
2-5 1,246 65
6-10    487 26
11-18    130 7
19-39     45 2
Total 1,908 100

Nós recomendamos a cirurgia precoce à idade de 2 a 5 anos, antes da criança desenvolver as deformidades nas pernas. A grande maioria dos pacientes foi submetida à SDR entre 2 e 5 anos de idade. Adolescentes e adultos jovens (60 pacientes) que tinham diplegia espástica, beneficiaram-se pelo alívio da espasticidade.

Idade Gestacional
(SLCH 1987-2009)
Idade Gestacional (semanas) Número de Pacientes %
<24 82  4
25-29 780 41
30-38 832 44
>39 182   9
Desconocida 3   2
Total 1,908 100

Mais de 90% dos nossos pacientes nasceram prematuramente. Aqueles que nasceram de termo (gestação completa) e têm CP espástica não deverão ter problemas neurológicos progressivos como a paraplegia espástica familiar.

Subtipos de Paralisia Cerebral
(SLCH 1987-2009)

Subtipo Número de pacientes %
Diplegia 1,519 79
Quadriplegia 380 20
Hemiplegia     9 <1
Total 1,908 100

Quase 3/4 dos nossos pacientes tiveram diplegia espástica e 1/4 deles, quadriplegia espástica. Não recomendamos mais a SDR aos pacientes com hemiplegia espástica pura.

Mobilidade antes da SDR
(SLCH 1987-2009)

Mobilidade Número de Pacientes %
Anda independentemente 634 33
Usa muleta 130  7
Anda com o andador 805 42
Alguma locomoção 191 10
Engatinha 126 7
Sem mobilidade independente 22 1
Total 1,908 100

Por favor, note que muitos dos nossos pacientes já andavam independentemente. Estes pacientes melhoraram a qualidade de andar depois da SDR.

 

Apresentação de Vídeo do Modo de Andar e das Outras Funções Motoras

  1. Aqueles que andam independentemente antes da SDR.

    Depois da SDR, estes pacientes, quase sempre, mantêm o andar sem auxílio, independentemente da idade deles.

    A espasticidade pode ser eliminada; a qualidade de andar independentemente melhora; em muitos pacientes, a fisioterapia e aparelhos ortopédicos tornam-se desnecessários depois da SDR. A cirurgia ortopédica é raramente requerida em pacientes depois da SDR.

    Video wmv 1 (7.3 MB) | Video wmv 2 (6.8) MB) | Video wmv 3 (8.7 MB)
    Video wmv 4 (8.6 MB) | Video wmv 5 (9.4 MB)
  2. Aqueles pacientes que andam com andador ou muletas, antes da SDR.

    Crianças entre 2 a 7 anos de idade que andam com andador ou muletas antes da SDR, é possível que andem independentemente depois da SDR. Uma vez conseguido o andar independente, elas o mantêm.

    Em crianças acima de 7 anos de idade que andam com muletas, é possível o andar independente (dentro ou fora de casa). Se elas andam com um andador àquela idade, muito provavelmente, andarão com o andador ou muletas depois da SDR. A SDR melhora a qualidade do andar assistido e dos movimentos de transição, diminuindo as deformidades das pernas. Muitos destes pacientes precisarão de cirurgias ortopédicas depois da SDR.

    Video wmv 6 (8.7 MB) | Video wmv 7 (9.1) MB) | Video wmv 8 (9.4 MB)

Revisão de vídeos para avaliar a candidatura dos pacientes
Se você não tem certeza sobre a candidatura do paciente para a avaliação inicial, a nossa equipe de tratamento revisará o videoteipe produzido pelo fisioterapeuta desse paciente em casa, para verificar se a avaliação inicial é apropriada. Se você quiser nos enviar o videoteipe para a revisão, por favor, entre em contacto conosco via e-mail, " puglisij@nsurg.wustl.edu” ou por telefone (314.454.2813 ou 800.416.9956 toll-free, telefone gratuíto) a fim de obter um guia de como gostaríamos que fosse filmado. Nós lhe providenciaremos, também, um formulário de avaliação para ser preenchido e retornado junto com o videoteipe. Depois que o videoteipe e o relatório da fisioterapia forem revisados, um fisioterapeuta do hospital vai lhe contactar para discutir sobre as recomendações da equipe de tratamento.

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