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Paralisia Cerebral
Espasticidade
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Seja bem-vindo ao nosso web site. Este site oferece informações atualizadas sobre a rizotomia dorsal seletiva (SDR), um método em vigor para o tratamento da paralisia cerebral espástica (CP). O site também inclui as recomendações do Centro para a Espasticidade da Paralisia Cerebral, no St. Louis Children's Hospital.

O conteúdo deste site é baseado tanto na literatura médica quanto na nossa própria experiência. Desde a sua criação, em 1987, o nosso Centro tem realizou a SDR em mais de 2500 crianças e adultos para o tratamento da espasticidade da CP. Os pais e os pacientes com CP precisam ser totalmente informados sobre todas as opções, incluindo a SDR. Esperamos que estas informações o ajudem a tomar a melhor decisão para a sua criança, se você é o responsável, e para você mesmo, se você é um adulto com CP.

Por favor, envie qualquer pergunta ou comentário sobre este web site a: Center for Cerebral Palsy Spasticity, St. Louis Children's Hospital, One Children's Place, Room 4S20, St. Louis, Missouri, 63110, U.S.A., E-mail: park@nsurg.wustl.edu , telefone: 314.454.2813, e fax: 314.454.2818.

Paralisia Cerebral

A CP afeta os movimentos e a postura e é causada por um dano cerebral antes, durante, ou depois do nascimento. O dano cerebral numa CP não é reversível, produzindo incapacidade física pelo resto da vida. Apesar do notável avanço médico, a incidência da CP não está diminuindo, sendo que 1, em cada 500 crianças, é afetada pela enfermidade. O tratamento da CP varia com a idade do paciente e há muitas opções disponíveis. Decidir por uma entre tantas possibilidades pode ser difícil para os pais que estão para tomar uma decisão médica para a sua criança. É importante os pais e os pacientes consultarem a sua equipe de tratamento: fisioterapeuta, pediatra, especialista da medicina de reabilitação (fisiatra), neurologista, neurocirurgião e cirurgião ortopédico. As literaturas médicas e as informações oferecidas aqui podem, também, ser úteis. 

Espasticidade

Espasticidade

Causa de la Espasticidad

A espasticidade se refere a um aumento do tônus ou da tensão de um músculo. Normalmente, os músculos devem ter um tônus suficiente para manter a postura, ou o movimento, contra a força da gravidade, proporcionando, ao mesmo tempo, a flexibilidade e a velocidade de movimento. O comando para esticar o músculo, ou aumentar o seu tônus, vai para a medula espinhal através dos nervos que vêm daquele músculo.

Estes nervos são chamados de "fibras nervosas sensoriais" por informarem a medula o quanto de tônus o músculo tem. O comando para flexionar, ou reduzir o tônus muscular, vai para a medula espinhal através dos nervos no cérebro. Estes dois comandos devem ser bem coordenados na medula, para que o músculo trabalhe bem e facilmente, ao mesmo tempo que mantém a força. 

Uma pessoa apresenta a CP porque ela sofreu uma lesão no cérebro. Por razões ainda não bem claras, o dano tem a tendência de ocorrer na área do cérebro que controla o tônus e o movimento muscular dos braços e das pernas. O cérebro de um indivíduo com CP é, portanto, incapaz de influenciar o quanto de flexibilidade o músculo deve ter. O comando do músculo por si só domina a medula espinhal e, como resultado, o músculo fica muito tenso, ou espástico.

Prevalência de Espasticidade 

Aproximadamente, 80 entre 100 pacientes com CP têm espasticidade, com maior ou menor intensidade. A espasticidade pode ser associada com a CP do tipo diplégicoquadriplégico ou hemiplégico. A espasticidade pode ser evidente durante o primeiro ano de vida em uma CP severa, mas frequentemente, ela é detectada mais tarde. É importante notar que uma vez desenvolvida a espasticidade numa CP, ela nunca se resolverá espontaneamente.

Efeitos da Espasticidade

A espasticidade nunca é benéfica para uma criança ou um adulto com CP. A espasticidade afeta, desfavoravelmente, os músculos e as articulações das extremidades, causando movimentos anormais e é especialmente prejudicial nas crianças em crescimento. Os efeitos adversos conhecidos da espasticidade são:

  1. Inibição de movimento
  2. Inibição de crescimento longitudinal do músculo
  3. Inibição da síntese de proteínas na célula muscular
  4. Estiramento limitado dos músculos nas atividades diárias
  5. Desenvolvimento das deformidades do músculo e da articulação.

É importante mencionar que os pacientes com CP não têm deformidades das extremidades ao nascimento, mas as desenvolvem com o tempo. A espasticidade dos músculos, junto com as limitações no estiramento e uso dos mesmos nas atividades diárias, é a maior causa das deformidades.

Tratamentos Atuais para a Espasticidade da CP

Atualmente, os tratamentos para a espasticidade da CP e problemas relacionados incluem: medicação oral, injeção de Botox (toxina do botulinum A), infusão de baclofen, cirurgia ortopédica, SDR, fisioterapia e aparelhos ortopédicos.

Tentam-se, ainda, algumas medicações orais como o valium e baclofen, mas, no consenso geral, elas não reduzem a espasticidade.

Nos últimos anos, as injeções intramusculares de Botox têm sido amplamente usadas. O Botox enfraquece os músculos por até 3 ou 4 meses depois da injeção, reduzindo a espasticidade num limitado grupo de músculos. O mais importante é que os efeitos são apenas temporários. E os efeitos colaterais parecem ser mínimos.

A infusão de baclofen, usando uma bomba implantada na parede abdominal, é claramente efetiva na redução da espasticidade causada por lesão da medula espinhal e pode também reduzir a espasticidade da CP. Entretanto, a infusão de baclofen não é efetiva permanentemente; quando se para a infusão, a espasticidade volta. Além disso, corre-se o risco de uma superdosagem, de adquirir a meningite e de outras complicações que podem exigir internamentos hospitalares repetidos. E mais, as consequências a longo prazo ainda não são conhecidas porque esse tratamento de infusão para a CP tem sido usado, apenas, por alguns anos.

As operações ortopédicas, incluindo os procedimentos de liberação do músculo e de alongamento do tendão, são também usadas para tratar as deformidades associadas com a CP espástica. A cirurgia ortopédica certamente melhora a amplitude do movimento das articulações, facilitando o movimento das extremidades inferiores na criança. O maior efeito colateral é a debilidade muscular permanente, resultando em postura anormal e deformidades. Além disso, a cirurgia ortopédica não reduz a espasticidade diretamente, tratando somente as suas consequências.

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